Leitura

Leia alguns trechos do livro.

Uma rápida leitura para aguçar sua imaginação!

do autor

Entre as histórias dos primeiros povoadores, nas ruas, na arquitetura das igrejas, o passado muito distante clamava por um lugar no presente. Quando cheguei ao conteúdo publicado sobre a Casa do Tatuapé, as edições traziam apenas algumas poucas informações, extraídas havia muito tempo de um levantamento histórico divulgado no bairro em forma de livreto […]

Nesse breve compêndio, encontrei Domingos Jorge como proprietário de terras e Braz Cubas em destaque. Intrigava-me a posição do Ribeirão Tatuapé que deságua no Rio Tietê. Por esse rio “eu já havia navegado” no artigo publicado na edição histórica do ano 2009, intitulado Tietê: o Rio Corajoso, sobre o qual poderemos ler no livro. Como organizador e editor desse artigo, aprendi a admirar o Rio Tietê, conheci alguns dos seus mistérios e lendas, mas o Rio Grande – como já foi chamado – oferecia muito mais. […]

A nossa aventura começa no final do século XV, quando os primeiros europeus chegaram ao litoral sul de São Paulo. Primeiros? Até hoje não foi possível determinar exatamente quando é que isso aconteceu, mas será preciso voltar aos primórdios da colonização na Capitania de São Vicente para encontrarmos as raízes do Tatuapé.

Trechos do CAPÍTULO I, p. 19 a 21

Os portugueses que sucederam Cabral chamaram os nativos de índios, os jesuítas os chamavam de gentios, pagãos; mas em seu conceito de civilidade medieval repetiram o mesmo que os “bárbaros” aqui estabelecidos já faziam, instalaram-se às margens dos rios e daí seguiram para explorar o território. […] Todavia, foi por meio das trilhas indígenas e o conhecimento dos rios por eles navegados que os exploradores chegaram aos locais mais distantes. […] Nesta viagem às origens do Tatuapé, toma-se conhecimento de longínquos registros históricos. Entre eles, constata-se que existem divergências; às vezes interpretações ambíguas. Além disso, há versões sobre fatos históricos que superam o aprendizado dos tempos escolares e só são encontradas respostas com mais clareza e profundidade nos bancos acadêmicos. […] Os mapas antigos consultados para esta viagem, no entanto, não apresentam um local chamado Tatuapé, que só será visto muito tempo depois.

Trecho do CAPÍTULO III, p. 46

Neste capítulo, faremos uma breve incursão sobre a fundação de São Paulo, com foco em nosso objetivo que é trazer a tona os caminhos que levaram ao surgimento do Tatuapé, justificando sua longevidade e a importância na história da futura cidade. […]

Trecho do CAPÍTULO IV, p. 57

Os índios hostis destruíam as plantações queimavam as casas, expulsando ou matando seus ocupantes, como se observa nos registros. A grande nação indígena que ocupava aquele que viria ser o território brasileiro resistiu até onde pode à colonização.

Trecho do CAPÍTULO VII, p. 93

Nos índices do volume 82 dos Anais da Biblioteca Nacional, que transcreve o Livro de Tombo do Colégio de Jesus do Rio de Janeiro, organizados por D. Leite de Macedo, publicado em 1973 para auxiliar a busca dos pesquisadores, constam diversas doações de terras, traslados, escrituras de vendas, e entre outros documentos relativos às terras brasileiras, as sesmarias. Os índices vão de 1538 a 1967, e para agrupá-los demandou um longo trabalho de organização. Nesse índice também surge a palavra caminho, mas não há referência sobre o Caminho do Tatu para nosso desconsolo. Contudo, lemos sobre a existência de vários nomes, alguns já citados até aqui, começando com a palavra caminho, dos quais vamos conhecer alguns, a fim de entendermos de que forma os primeiros colonizadores e aventureiros se localizavam entre as serras, as terras do sertão e o mar.

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