Leitura

Leia alguns trechos do livro.

Uma rápida leitura para aguçar sua imaginação!

“Nesta viagem às origens do Tatuapé, toma-se conhecimento de longínquos registros históricos. Entre eles, constata-se que existem divergências; às vezes interpretações ambíguas. Além disso, há versões sobre fatos históricos que superam o aprendizado dos tempos escolares e só são encontradas respostas com mais clareza e profundidade nos bancos acadêmicos.”

“Os mapas antigos consultados para esta viagem, no entanto, não apresentam um local chamado Tatuapé, que só será visto muito tempo depois.”

“Predominantes no litoral em 1500, desdobrados em várias castas ou nações, os tupinambás – vitoriosos que foram contra os tapuias os antigos senhores do litoral – são os principais protagonistas das alianças que proporcionaram aos portugueses implantarem seu colonialismo. A catequese também fluiu entre eles, apesar do canibalismo e das muitas vezes que se rebelaram contra seus dominadores, como no caso de Piratininga, onde Tibiriçá controlava a oposição entre seu próprio povo.” {…} “Cabe-nos acentuar o protagonismo de Tibiriçá, Piquerobi e Caiubi, nesse contexto. O primeiro, que habitava o planalto de Piratininga, foi favorável à colonização e até adotou um nome português, Martim Afonso Tibiriçá.”

“Desde que Martim Afonso aportou no Brasil, ou mesmo antes dele, nas conversas entre os capitães e marinheiros que circulavam pelos mares do Atlântico ao Pacífico, rotas que foram expandidas depois do início das Grandes Navegações, a cobiça pelo ouro, prata e pedrarias está retratada das mais diversas formas, seja na opulência das cortes ou na pirataria – financiada por reis e rainhas ou não. O Novo Mundo prometia e os aventureiros partiam atrás dos rios de ouro e prata, esmeraldas e riquezas a qualquer custo. A América Espanhola desbravada já rendera bons frutos, com o rápido extermínio dos povos que habitavam as terras descobertas; o ouro dos astecas lhes enchia os olhos e os cofres da Espanha que logo dominaria o reino de Portugal por um curto tempo. Incluída nesse período, entre 1580 a 1640, está a Vila de São Paulo de Piratininga, terra dos bandeirantes. Fora da povoação que se aglomerava na colina, núcleos formadores agrupavam-se às margens do Rio Tietê e do Rio Paraíba.”

“Nos índices do volume 82 dos Anais da Biblioteca Nacional, que transcreve o Livro de Tombo do Colégio de Jesus do Rio de Janeiro, organizados por D. Leite de Macedo, publicado em 1973 para auxiliar a busca dos pesquisadores, constam diversas doações de terras, traslados, escrituras de vendas, e entre outros documentos relativos às terras brasileiras, as sesmarias. Os índices vão de 1538 a 1967, e para agrupá-los demandou um longo trabalho de organização. Nesse índice também surge a palavra caminho, mas não há referência sobre o Caminho do Tatu para nosso desconsolo. Contudo, lemos sobre a existência de vários nomes, alguns já citados até aqui, começando com a palavra caminho, dos quais vamos conhecer alguns, a fim de entendermos de que forma os primeiros colonizadores e aventureiros se localizavam entre as serras, as terras do sertão e o mar.”

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